Motor de arranque: sinais de avaria e quando trocar
Roda a chave e ouve apenas um clique seco. Depois, silêncio. As luzes do painel estão acesas, o rádio funciona, mas o motor não chega a girar. É a cena típica de um motor de arranque que deixou de fazer o seu trabalho.
O motor de arranque é o motor elétrico que põe o motor térmico a girar no arranque, consumindo da bateria uma corrente entre 150 e 300 amperes. Os sinais de um motor de arranque avariado são fáceis de identificar: um clique isolado ao rodar a chave, um ruído metálico de engrenagens e um zumbido em vazio sem que o motor gire. Neste artigo vê onde fica, como reconhecer a avaria, o que significa o clique sem arranque e quando compensa reparar ou trocar.
Se o carro pega cada vez com mais dificuldade, não vale a pena esperar pela avaria total: marque um diagnóstico do arranque nas oficinas MOTRIO em Portugal.
O que é o motor de arranque e onde fica
O motor de arranque transforma a energia elétrica da bateria em movimento mecânico. Quando roda a chave, um eletroíman chamado solenoide empurra um pinhão que engrena na cremalheira do volante do motor e faz rodar a cambota até a combustão se manter sozinha.
O ciclo dura pouco mais de um segundo, mas é o momento de maior consumo elétrico de todo o carro. Por isso um motor de arranque cansado nota se sobretudo a frio, quando o óleo está mais espesso e a resistência a vencer é maior.
Onde fica o motor de arranque: está aparafusado ao bloco, na zona onde a caixa de velocidades se une ao motor, quase sempre em baixo e de lado. Em muitos carros só se chega lá por baixo ou depois de retirar proteções e peças da admissão.
Um motor de arranque de carro aguenta em média entre 30.000 e 50.000 arranques ao longo da vida. A condução urbana com paragens constantes desgasta o muito mais do que os percursos longos.
Sinais de um motor de arranque avariado
O ruído diz quase tudo. Um clique único e seco significa que o solenoide atua mas o motor não roda, normalmente por contactos internos queimados ou escovas gastas.
Uma série de cliques rápidos e seguidos aponta para outra coisa: tensão insuficiente. Na maioria dos casos a responsável é a bateria ou um borne sulfatado, e não o motor de arranque.
Um ruído metálico de raspagem no arranque indica um pinhão que não engrena bem na cremalheira. Um zumbido agudo sem que o motor se mexa mostra que o pinhão não avança e o induzido gira em vazio.
Os sintomas de motor de arranque avariado mais difíceis de apanhar são os intermitentes: o carro pega ao segundo ou terceiro tentativa e depois funciona bem durante dias. Esse padrão costuma surgir semanas antes da avaria definitiva.
O carro faz clique mas não pega: o que significa
Há duas situações diferentes por trás desta queixa. Na primeira, ouve se o clique do solenoide e mais nada: o motor de arranque recebe o sinal mas não consegue rodar, por falta de corrente ou por desgaste interno.
Na segunda, o motor de arranque roda bem e o motor gira durante vários segundos, mas não pega. Aqui o arranque está a funcionar e o problema está na alimentação ou na ignição: falta de combustível, filtro entupido, sensor de cambota ou velas no fim de vida.
Num motor a gasolina, as velas de ignição são das primeiras peças a verificar quando o motor gira mas não pega, sobretudo a frio ou após longos períodos parado.
Para percorrer todas as causas possíveis por ordem de probabilidade, o guia sobre um carro que não pega ajuda a organizar as verificações.
Motor de arranque ou bateria? O diagnóstico certo
O teste dos faróis dá a resposta em segundos. Ligue as luzes e rode a chave: se os faróis se mantiverem fortes, a bateria tem reserva e a suspeita recai no motor de arranque. Se enfraquecerem de repente, o problema é de alimentação elétrica.
A segunda verificação são os bornes. Um depósito esbranquiçado nos polos aumenta a resistência e impede que chegue corrente suficiente, com sintomas iguais aos de uma avaria mecânica.
A terceira pista é a repetição. Uma bateria que volta a ficar sem carga depois de recarregada aponta para uma falha de carga, por isso vale a pena verificar o alternador, que é a peça que repõe energia enquanto conduz.
Se o carro esteve muitos dias parado, o quadro muda. Os sinais de uma bateria descarregada confundem se facilmente com os de um motor de arranque em fim de vida.
Reparar ou trocar o motor de arranque: o que faz sentido
Reparar o motor de arranque faz sentido quando o corpo está em bom estado e a avaria se limita a escovas, contactos do solenoide ou casquilhos. É uma solução comum em carros com alguns anos.
Trocar o motor de arranque passa a ser a opção certa quando o induzido está queimado, quando o pinhão danificou a cremalheira do volante ou quando a peça já tem muitos anos de serviço. Um motor de arranque dura em média entre 150.000 e 200.000 km, mais de dez anos na maioria dos carros.
O trabalho demora normalmente entre uma e três horas, consoante o acesso à peça. Em motores onde o arranque fica por baixo do coletor de admissão, a desmontagem leva mais tempo.
Antes de encomendar qualquer peça convém medir a bateria e as massas. Muitos motores de arranque são substituídos quando a verdadeira causa era um cabo de massa solto ou uma bateria sem capacidade de arranque.
Diagnóstico do arranque na oficina MOTRIO
As oficinas Motrio verificam todo o circuito de arranque: capacidade real da bateria sob carga, estado dos cabos e das massas, consumo do motor de arranque em esforço e funcionamento do solenoide. É assim que se percebe se é preciso reparar, substituir ou apenas refazer uma ligação.
As oficinas Motrio estão em todo o Portugal, fazem parte da rede independente do Grupo Renault e trabalham com peças de qualidade e garantia sobre peças e mão de obra.
Se o carro pega com dificuldade ou já o deixou parado, marque uma verificação do sistema de arranque na oficina Motrio mais próxima e peça um orçamento.